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quarta-feira, 20 de abril de 2011

INTRODUÇÃO AO PAISAGISMO



Podemos definir o paisagismo como a ciência e a arte que estuda a organização do espaço exterior em função das necessidades atuais e futuras e aos desejos estéticos do homem (Studart, 1983).
O paisagismo é a arte de recriar a beleza da natureza, proporcionando paisagens bonitas e melhorando a qualidade de vida dos indivíduos e da sociedade. É uma necessidade para a sobrevivência dos habitantes das grandes cidades. O paisagismo serve para manter o equilíbrio do ecossistema destruído pelo homem em suas construções e estradas.
Praça Pública

Funções do Paisagismo:

1. Função social:
  • Como função social o paisagismo de destaca por influenciar a harmonia da população, o relacionamento ou convivência comunitária, que são favorecidos pela existência de parques e praças públicas, reunindo em suas áreas verdes diversas pessoas.
  • O ser humano busca a convivência com a natureza, integrando-a de muitas formas em sua vida cotidiana.
2. Função ecológica:
  • O equilíbrio ecológico das grandes cidades, é cada vez mais dependente do paisagismo. As áreas verdes urbanas são um ajuste para o equilíbrio ecológico.
  • O paisagismo favorece o meio-ambiente e é necessário aplicá-lo corretamente e com muita seriedade, não limitando-se a projetos meramente decorativos, promovendo o equilíbrio do ecossistema.

Normas Gerais:

No paisagismo existem regras claras a cumprir para o bom desempenho profissional. Estas regras são as seguintes:
  • Não se deve projetar nenhuma obra de paisagismo sem visitar antes o local onde será executado o projeto.
  • Não concordar com qualquer imposição da pessoa ou cliente que possa afetar a qualidade do conjunto de obras a serem executadas, evitando consequências desastrosas no futuro.
  • Projetar sempre em harmonia com o ambiente, equilibrando a forma e a cor de acordo com a paisagem local.
  • Descrever com todos os detalhes os itens do projeto, relacionando as espécies vegetais a serem utilizadas, tendo em conta o nome popular, adotado no lugar ou região, e o nome botânico universal em latim.
  • Adquirir insumos e mudas de boa qualidade.
  • Acompanhar pessoalmente a execução dos trabalhos nos jardins, supervisionando todas as atividades realizadas.
  • Realizar visitas periódicas às obras concluídas, até a consolidação final do projeto.
  • Deixar por escrito todas as instruções das atividades, cuidados e manutenções do jardim.
  • Oferecer garantia e responsabilidade técnica para a boa execução do projeto.
  • Firmar um contrato ou acordo fomal por escrito entre as partes (paisagista e cliente), para qualquer circunstância.

Relação do Paisagismo com a Natureza:

Jardim em Terreno em declive

A topografia natural dos terrenos deve ser respeitada
Foto: Mezuni
O paisagismo tem a função de auxiliar a natureza, melhorando e equilibrando o meio-ambiente alterado e poluído. Na execução do projeto de paisagismo devem ser observados os seguintes fatores:
1. Tipo de Clima: Determina as opções possíveis na seleção de plantas.
2. Topografia: Determina o traçado geral do projeto e a concordância com a paisagem natural.
3. Vegetação Nativa: Conhecer a vegetação existente da região pode indicar a fertilidade do solo. A vegetação nativa também serve como base para selecionar espécies.
4. Tipo de solo: Conhecer a composição do solo (textura, estrutura, fertilidade) para prever as técnicas e insumos que serão utilizados na sua preparação. Também serve para determinar as espécies de plantas a serem utilizadas.
5. Ventos Predominantes: Permite determinar a localização mais provável para as espécies.
6. Atividades Principais: Conhecer as principais atividades desenvolvidas na área e o público alvo do jardim, considerando as necessidades do local ou região e a posterior necessidade de manutenção.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICOS :ALTERNATIVAS VIÁVEIS


O crescimento do mercado mundial de fitoterápicos é estimado em 10% a 20% ao ano e as principais razões que impulsionaram esse grande crescimento nas últimas décadas foram: a valorização de uma vida de hábitos mais saudáveis e, conseqüentemente, o consumo de produtos naturais; os evidentes efeitos colaterais dos medicamentos sintéticos; a descoberta de novos princípios ativos nas plantas; a comprovação científica de fitoterápicos; e o preço que, de maneira geral, é mais acessível à população com menor poder aquisitivo. Além disso, o desenvolvimento de um medicamento sintético custa em torno de US$ 500 milhões, caindo para US$ 50 milhões no caso de um fitoterápico, que pode chegar ao mercado num tempo dez vezes menor.

A estimativa do mercado mundial para medicamentos é de US$ 300 bilhões/ano, sendo US$ 20 bilhões derivados de substâncias ativas de plantas medicinais. Já a estimativa do mercado nacional de medicamentos é de aproximadamente US$ 8 bilhões/ano, com os derivados de plantas medicinais correspondendo a US$ 1,5 bilhão desse total.

Portanto, não fica difícil entender por que cresce diariamente o interesse de empresas, grupos e países desenvolvidos na biodiversidade dos países tropicais e subtropicais. Particularmente a Amazônia, que tem cerca de 50 mil espécies de plantas (20% de todas as existentes no planeta e apenas aproximadamente 2% já estudadas), é um grande alvo para ser fornecedora de matéria-prima na produção de antibióticos, antiinflamatórios, diuréticos, analgésicos, laxantes, antidepressivos, anti-hipertensivos, entre outros.

No Brasil, o aumento acentuado do consumo de fitoterápicos ocorre basicamente pelos mesmos motivos do restante do mundo. Contudo, existe atualmente um maior número de profissionais envolvidos nos mais diversos trabalhos com plantas medicinais e/ou fitoterápicos, seja na pesquisa, fomento ou difusão. Outro motivo de suma importância são os programas oficiais de saúde, implementados por muitos governos estaduais e municipais, como as ações desenvolvidas nos Estados do Ceará e Paraná. Esses programas vão muito além da simples distribuição de fitoterápicos ou recomendação de uso para a população mais carente desses estados/municípios. Procuram também incentivar o cultivo e produção extrativa sustentável de plantas medicinais. Dessa maneira, também são criadas alternativas econômicas para as comunidades rurais, que a cada dia perdem o poder de competitividade diante da chamada “economia globalizada”.
No Acre, um programa municipal ou estadual com plantas medicinais/fitoterapia oficial tem tudo para obter êxito, por muitas razões, mas a principal é a grande quantidade e variedade de matéria-prima disponível. Para que isso ocorra, deve-se ter a consciência da necessidade da multidisciplinaridade envolvida nas ações previstas para um programa como esse, pois, sem haver uma complementação das várias áreas de especialização, torna-se impossível a execução das atividades. Conseqüentemente, a multiinstitucionalização também é fundamental.
Dentro desse contexto, desde 2000, a Embrapa Acre vem desenvolvendo trabalhos de pesquisa com espécies medicinais de ocorrência natural no Estado, como a unha-de-gato (Uncaria tomentosa e U.guianensis), andiroba (Carapa guianensis) e murmuru (Astrocaryum spp.). Entre as ações desenvolvidas, destacam-se a localização e identificação de populações naturais; os estudos do comportamento, crescimento e desenvolvimento dessas espécies, em áreas de ocorrência natural; e os estudos de propagação.
Portanto, com objetivos bem definidos, é possível construir uma estrutura eficiente, capaz de melhorar a qualidade de vida das populações tradicionais do meio rural e assegurar as necessidades básicas de saúde para toda a população do meio urbano. Para isso, as seguintes ações devem ser desenvolvidas: avaliar o potencial medicinal e definir estratégias para a conservação e exploração das espécies nativas; incentivar o cultivo e coleta de forma sustentável; viabilizar a utilização de plantas medicinais ou fitoterápicos nos postos de saúde dos municípios; além de realizar uma ampla campanha de divulgação nas escolas e nas comunidades em geral, onde esteja sendo executado um programa de plantas medicinais/fitoterapia.

1 e 2Eng. agrôn., Pesquisadores da Embrapa Acre

quarta-feira, 13 de abril de 2011

ENERGIAS RENOVÁVEIS

                              ENERGIAS RENOVÁVEIS  
                       
    A energia renovável é aquela que é obtida de fontes naturais capazes de se regenerar, onde consideravelmente sua produção é maior que o seu consumo sendo, portanto, praticamente inesgotáveis, como por exemplo:
• O Sol: energia solar
• O vento: energia eólica
• Os rios e correntes de água doce: energia hidráulica
• Os mares e oceanos: energia mareomotriz
• A matéria orgânica: biomassa
• O calor da Terra: energia geotérmica
  Essas energias renováveis são consideradas como "alternativas" ao modelo energético tradicional, pela sua disponibilidade, por não precisar de milhares de anos para sua formação como é o caso dos combustíveis fósseis, pelo menor impacto ambiental.

Eis algumas características dos tipos de energias renováveis:
Energia Solar – O sol sempre foi uma fonte de energia de onde utilizamos seu calor. As plantas usam a luz do sol para produzir alimento e os animais alimentam-se delas. Pode ser aproveitada de diversas formas através de diversos tipos de conversão.
Energia Eólica – A energia cinética dos ventos é uma fonte de energia que pode ser transformada em elétrica e mecânica. São as formas de produzir força através dos ventos. Os cata-ventos e embarcações a vela, por exemplo, são formas bastante antigas de seu aproveitamento.
Biomassa - a energia química, produzida pelas plantas através da fotossíntese. É distribuída e armazenada nos corpos dos seres vivos graças a grande cadeia alimentar, onde a base primária são os vegetais. Plantas, animais e seus derivados são biomassa. Sua utilização como combustível pode ser feita das suas formas primárias ou derivados: madeira bruta, resíduos florestais, excrementos animais, carvão vegetal, álcool, óleos animal ou vegetal, gaseificação de madeira, biogás etc.
Hidroenergia - energia cinética das massas de água dos rios, que fluem de altitudes elevadas para os mares e oceanos graças à força gravitacional. Este fluxo é alimentado em ciclo reverso graças à evaporação da água. A hidroenergia também pode ser vista como forma de energia potencial; volume de água armazenada nas barragens rio acima.

Benefícios na utilização das energias renováveis:

   A utilização das energias renováveis em substituição aos combustíveis fósseis é considerada direção viável e vantajosa. Além de serem praticamente inesgotáveis já nos é provado do baixo custo dessas energias para o meio ambiente, cujos impactos têm sido freqüentes. Graças aos diversos tipos de manifestação, disponibilidade de larga abrangência geográfica e variadas possibilidades de conversão, as renováveis são bastante próprias para geração distribuída e ou autônoma.
   Vale ressaltar que o desenvolvimento das tecnologias para o aproveitamento dessas energias poderá beneficiar comunidades rurais propiciando a melhoria da qualidade de vida das famílias. Isso certamente diminuirá o êxodo rural e a má distribuição da renda.

                                                                    Fonte:http://www.agroecologia.inf.br/secoes.php?vidcanal=25

quinta-feira, 7 de abril de 2011

HORTA ORGÂNICA

  
Construir uma horta é bastante fácil, prazeiroso e de baixo custo. Seus produtos são muito importantes para a alimentação da família, além da grande procura em decorrência das pessoas não quererem mais consumir os agrotóxicos que se encontram nas verduras e hortaliças convencionais.
 Para ter uma horta orgânica basta apenas escolher um lugar adequado, não muito distante da casa ou mesmo no quintal ou espaços menores. Tem gente que produz até em terraços e balcões nas cidades, o que é chamado de Agricultura urbana. A única preocupação que se deve ter com o espaço escolhido é que o mesmo deve ser arejado e iluminado, para o bom desenvolvimento das plantas.
  Torna-se necessário pensar na diversidade das culturas que se relacionam com harmonia e colocar algumas que desempenham papéis fundamentais no controle biológico de pragas, que sejam de fácil cultivo, com ciclos curtos, além de populares e saborosas. E adotando os princípios agroecológicos tudo isso fica mais equilibrado.
  Junto com as hortaliças podem se plantar ervas medicinais e temperos ou ervas aromáticas. Precisando somente precisa de água, e se a área é um pouco maior o trabalho pode ser facilitado com sistemas muito simples de irrigação.
  Para proceder ao cultivo da hortinha, os cuidados com o solo são muito importantes, pois ele é um ser vivo com recursos esgotáveis. Por isso, o ideal é que faça cobertura morta a fim de conservar suas condições físicas e biológicas, e adubação orgânica, pois a matéria que é decomposta no solo constitui a principal fonte de nutrientes para as plantas
Bom, como foi dito fazer uma horta orgânica não tem segredo e se pode utilizar os mais variados espaços, embalagens e recipientes, basta gostar de se relacionar com a natureza, e enriquecê-la com as mais variadas hortaliças, ervas medicinais, plantas defensivas, enfim, a ornamentação fica por conta do conhecimento e criatividade de quem a manuseia.

terça-feira, 29 de março de 2011

APICULTURA ORGÂNICA

     
  A apicultura é uma importante atividade que contribui para a proteção do meio ambiente e para a produção agro-florestal através da ação polinizadora das abelhas. A qualificação de produtos apícolas orgânicos está diretamente relacionada às características de tratamento das colmeias e ao respeito ao meio ambiente. Esta qualificação depende também das condições de extração, processamento e armazenagem dos produtos apícolas.

As colmeias devem ser construídas com materiais naturais que não comportem riscos de contaminação ao meio ambiente ou aos produtos da apicultura e devem estar localizadas em áreas também consideradas orgânicas, ou seja, áreas isentas de pesticidas e distantes de qualquer tipo de construção humana que possa afetar a produção apícola, como estações de tratamento de esgoto, usinas, fábricas de produtos químicos, centros industriais, etc.

As abelhas devem contar com fontes suficientes de néctar natural e pólen, bem como acesso à água e não podem ser alimentadas artificialmente com açúcar ou melado. Prática muito comum entre os apiários convencionais para o aumento da produção melífera, uma vez que uma abelha produz aproximadamente apenas de 5g de mel por ano. Caso as abelhas adoeçam, estas deverão ser isoladas e não poderão ser tratadas com nenhum tipo de antibiótico ou produto químico. Todos os materiais utilizados, desde o manejo das colmeias até os produtos finais, devem ser de aço inox, cobertos com cera, ou feitos de materiais atóxicos.

Dessa forma, o certificado orgânico é a verdadeira garantia na qualidade dos produtos apícolas. Que além de um controle oficial, assegura também a origem do produto e a rastreabilidade da cadeia produtiva e nacional. 


quarta-feira, 23 de março de 2011

Produção Orgânica de Leite - Qualidade e Segurança Alimentar


A PRODUÇÃO ORGÂNICA DE LEITE

     A produção de alimentos orgânicos é uma demanda atual da sociedade. O consumidor deseja alimentos de qualidade, a preço justo, saudáveis do ponto de vista sanitário (livres de zoonoses, como a brucelose, tuberculose, etc.), isentos de resíduos químicos e biológicos (antibióticos, vermífugos, hormônios, príons, etc.) e produzidos com menor uso de insumos sintéticos. Além do mais, existe a preocupação com a conservação do meio ambiente e a biodiversidade, com a geração de empregos no campo, diminuindo o êxodo rural, assim como, com o bem estar animal.
  No estado do Rio de Janeiro o consumo de leite convencional é de dois bilhões/litros/ano, enquanto a produção é de cerca de 500 milhões de litros, posicionando o estado no 9º lugar na produção nacional. A Região Centro-Sul produziu no ano passado cerca de 50 milhões de litros de leite, sendo o destaque o município de Vassouras, responsável por cerca de 12 milhões de litros. Já no sul do estado, Valença foi o município de maior produção, com aproximadamente 37 milhões de litros de leite. Essas duas regiões produzem juntas 37% do total e congregam 4.300 produtores (IBGE, 2005).
  Há, portanto um grande mercado à espera de produção, entretanto a atividade leiteira fluminense alcança o seu segundo ano de recuperação de rentabilidade devido principalmente a quebra da Parmalat internacional do mercado, além da política macroeconômica brasileira. Por outro lado, existem algumas perspectivas, como a política de reestruturação da cadeia leiteira, os incentivos fiscais concedidos pela Lei 4.177, além da reabertura da CCPL, que poderão com certeza proporcionar ao setor uma situação mais confortável com possíveis ampliacões para outras regiões do estado.
  Neste contexto, surge a produção orgânica de leite, um modelo de produção que tem em sua essência a simplicidade e a harmonia com a natureza, sem deixar de lado a produtividade e a rentabilidade, sendo considerada uma alternativa para o produtor de Estado do Rio de Janeiro e de outros estados preocupados com a qualidade com rentabilidade. Mesmo esta atividade ser ainda incipiente na região, estimativas da FAO indicam que o segmento de produtos orgânicos deverá aumentar sua percentagem do total das vendas de alimentos nos países industrializados em até 30%, em função de que parcela significativa dos consumidores, principalmente de grandes centros urbanos, está disposta a pagar um adicional pelos produtos orgânicos.
  No Brasil isto também se evidencia, pesquisas recentes mostram que o consumidor, principalmente do sudeste, está disposto a pagar até 60% a mais pelo leite orgânico comparado ao convencional, no entanto isto ainda não seria o necessário, pois outro estudo mostrou que o preço do leite orgânico ao produtor tem que custar até 70% a mais do valor praticado pelo convencional para ser viável economicamente.
  Contudo, apesar de constituir um subnicho do mercado que cresce 10 % ao ano no País, a produção orgânica de leite pode ser uma das alternativas para o produtor fluminense que poderá produzir um produto livre de resíduos, com maior valor agregado e que embora atenda um pequeno mercado, este é composto de consumidores dispostos a pagar a mais pelo produto.
  Contudo, é preciso observar que um sistema orgânico de produção de leite não é obtido somente com a troca de insumos sintéticos por insumos orgânico-biológicos/ecológicos. O Ministério da Agricultura e do Abastecimento estabelece também uma série de procedimentos para que o leite de uma unidade de produção seja considerado orgânico. Estes procedimentos regulamentam a alimentação do rebanho, instalações e manejo, escolha de animais, sanidade e até o processamento e empacotamento do produto e estào duplamente regulamentados pois obedecem a Lei 10831 (Brasil, 2003) para a produçào orgânica além da instruçào normativa- IN 51 (Brasil, 2002) que preve entre outros sua distribuição e resfriamento adequado.
  No que diz respeito à alimentação, a dieta deve ser equilibrada e suprir todas as necessidades dos animais. Para os ruminantes, o consórcio de gramíneas e leguminosas na pastagem é recomendado e é exigida a diversificação de espécies vegetais.      Sugere-se a implantação de sistemas silvipastoris, nos quais árvores e arbustos estejam associados a pastagens, ou ainda sistemas rotativos alternando-se pastejos e lavouras. Incentiva-se também a introdução de bancos de proteínas e cercas vivas.
  Os suplementos devem ser isentos de antibióticos, hormônios e vermífugos. São proibidos aditivos, promotores de crescimento, estimulantes de apetite, uréia, etc. As características de comportamento de cada espécie a ser explorada devem ser consideradas. Para preservar a saúde dos animais, as recomendações são de que sejam utilizados tratamentos alternativos, como homeopatia, fitoterapia, acupuntura, etc. Os produtores devem ainda estar atentos ao processo de lavagem e desinfecção dos utensílios com emprego de produtos químicos.
  Contudo nada é mais importante que a qualidade do produto e questões relacionadas a segurança alimentar que afeta principalmente o consumidor que nestes últimos meses vem sofrendo com adulteração do leite convencional distribuídos por empresas tradicionais brasileiras. Neste tocante os princípios da produção orgânica de leite como a não utilização de antibióticos, mas o uso de medicamentos a base de fitoterapia e homeopatia, alimentação livre do cultivo com adubos químicos convencionais, além de utilização de todos a maior parte das fontes alimentares serem de origem orgânica e da própria unidade produtiva, garantem a não contaminação do leite desde a sua produção até seu empacotamento, processos que atendem a demanda da sociedade por alimentos de qualidade e de integridade garantida.
  Ë imprescindível se ter em mente que os sistemas de produção orgânicos envolvem uma visão holística da gestão da unidade de produção, em que animais e vegetais tem importância ecológica para o funcionamento desses sistemas, contribuindo para a redução do impacto ambiental, distribuição equitativa dos lucros e viabilidade produtiva. Essas relações necessitam de entendimento científico que permita multiplicar as experiências em diferentes agroecossistemas. Neste contexto viemos trabalhando com um conjunto de instituições preocupadas com o futuro do planeta e para isso com o alimento que estamos produzindo.

                                         João Paulo Guimarães Soares - Pesquisador - Embrapa Agrobiologia

sábado, 12 de março de 2011

MEIO AMBIENTE !!!!!!!!!!!!!

A água nossa de cada dia preservai hoje


A cada dia aumenta a freqüência de noticias e preocupações em relação ao meio ambiente: queimadas, poluição do ar, desmatamentos, destruição de florestas e principalmente fatos relacionados à água como : poluição por esgoto doméstico, vazamentos de óleo, resíduos industriais e agroquímicos, assoreamento de rios devido a desmatamentos clandestinos e destruição de matas ciliares, causando aumento da ocorrência e da gravidade das enchentes, reservatórios destinados ao abastecimento das populações com cada vez menor quantidade e qualidade de água disponível.
Juntamente com o aumento da quantidade destas noticias, cresce a preocupação com a disponibilidade desta água para um futuro bastante próximo. Esta mesma água, que até a bem pouco tempo era tratada com o descaso de um recurso natural que seria renovável e inesgotável, hoje esta recebendo a importância que lhe é devida, por ser um recurso essencial à vida, ao desenvolvimento econômico e ao bem estar social e que não pode continuar sendo utilizada de forma indiscriminada como até hoje. Existem previsões de que se houver uma terceira guerra mundial, esta seria pela disputa da água. Por que? De onde vem toda essa preocupação se dois terços da Terra são formados pela água? Na verdade menos de 1% de toda essa água existente esta disponível, já que apenas 2,68% desta é doce, e existe uma demanda mundial crescente pelo seu uso. A população do planeta levou 1 milhão de anos para chegar a 3 bilhões de habitantes e apenas 40 anos para dobrar esse numero. A previsão é de que em 2050 deverá atingir 9 bilhões de habitantes.
O consumo de água cresceu 7 vezes no século XX. Nos últimos 50 anos, o consumo passou de 1 trilhão para 4 trilhões de litros por dia e  esse consumo dobra a cada 20 anos.
Na divisão do consumo, a agricultura é responsável por 65% do gasto total de água, a indústria por 25% e o uso doméstico por 10%. Juntamente com a disponibilidade de água e o aumento da população, devemos considerar também a porcentagem de terras cultiváveis no mundo (que é de 11%), pois é nessas terras que terão que ser produzidos os alimentos para essa crescente população mundial. A China, por exemplo, tem 22% da população mundial e apenas 7% das terras cultiváveis do planeta, o que a torna um país com forte tendência de importação de alimentos. A única região com potencial de uso de água e terras excedentes é a América do Sul, onde o Brasil tem 53% da água disponível do total latino-americano e 12% do total mundial.

Por outro lado, a escassez de água, tanto em termos de qualidade (devido à poluição) quanto de quantidade (gerando conflito entre os usuários), já é uma realidade para um terço da população mundial. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 25 mil crianças de 0 a 5 anos morrem diariamente em todo mundo por causa de água contaminada. No Brasil, esse número é de 21 mil crianças todo ano. Essa escassez já fez aumentar a necessidade de importação de alimentos de vários países da Ásia. Mas essa não é uma realidade apenas em países muito distantes, pois na região de Guaíra, no interior do Estado de São Paulo, que já possuiu uma das maiores concentrações de áreas irrigadas do País, a falta de planejamento e de critérios para o uso da água gerou vários conflitos entre os irrigantes em razão da escassez da água. Muitos deles chegaram até a abandonar a atividade ou transferi-la para outras localidades.
Prevê-se que, se não houver uma mudança rápida e efetiva na política mundial da água, até o ano 2025 dois terços da população mundial sofrerão com a escassez desse importante recurso natural. Todos tem sua parcela de contribuição a oferecer; a população em geral, evitando o desperdício; as industrias, com o tratamento de seus resíduos antes de lançá-los nos rios; as administrações públicas, com tratamento de esgotos urbanos e saneamento básico; os agricultores, com o uso correto de agroquímicos e com a preservação de nascentes, mananciais e matas ciliares; e os profissionais que atuam em todas as áreas que possam ter alguma relação com o meio ambiente, oferecendo orientação e educação ambiental, despertando nas pessoas a conscientização para assuntos relacionados à preservação da vida em nosso planeta, que depende diretamente da existência e da preservação da qualidade da água.
                                                                                                                                      Evandro Nei Oliver.



terça-feira, 1 de março de 2011

SISTEMA AGROFLORESTAL

 Sistema Agroflorestal (SAF), também conhecido como agrofloresta compreende num sistema que alia culturas agrícolas com culturas florestais provenientes da agrossilvicultura.

Foto: Gustavo Porpino (Embrapa)
O SAF utiliza a sucessão natural da flora nativa para fortalecimento do terreno em que se pratica o trabalhoagrícola. O Sistema Agroflorestal utiliza técnicas tradicionais de antigos povos de várias regiões do mundo, acrescentando pesquisas, implementação científica de técnicas provenientes da “ecofisiologia” de espécies vegetais com a fauna nativa.
Não compreende numa reconstrução da mata nativa, mas uma mescla de espécies nativas com espécies de interesse econômico num processo de reprodução em espaço e tempo seguindo a sucessão ecológica em áreas novas e antes deterioradas. O Sistema Agroflorestal exige conhecimento e pesquisa sobre o solo, fauna, flora, ecofisiologia, sucessão ecológica e fitossanidade de uma determinada área.
É uma forma de produção sustentável perante a demanda de grande exploração exercida por produtores em áreas florestais que não fazem o uso de técnicas adequadas. O SAF proporciona um retorno a longo prazo, introduz espécies nativas, posteriormente espécies frutíferas semi-perenes, perenes e madeiráveis e consonância com a fauna da região.
A partir dos anos 90, por meio de projetos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Ministério da Agicultura, Pecuária e Abastecimento, o Brasil passou a contar com centros de pesquisa em Sistemas Agroflorestais na Amazônia.
Em Roraima, foi possível encontrar soluções locais para a produção rural por meio de dois sistemas distintos, o agrosilvicultural (ASC) e o agrosilvipastoril (ASP), que seguem dois níveis de adubação (baixo e alto insumo). Nesse estado, a Embrapa, a partir de 1999, iniciou um trabalho de implantação e acompanhamentos dos SAF instalados.
As áreas beneficiadas foram as propriedades localizadas na Vila do Apiaú, em Mucajaí. As ações da Embrapa visam melhorar as condições econômicas, sociais e ambientais do produtores e, consequentemente, das comunidades e do meio.
Para a Embrapa, os Sistemas Agroflorestais significam trabalho e desenvolvimento rural sustentável, por permitir a implementação de projetos em áreas agrícolas antes degradadas sem aproveitamento eficaz, os SAF´s reduz o desmatamento de novas áreas de mata virgem.
Permite a diversificação de produtos agrícolas, eleva a rentabilidade e gera serviço socioambiental por meio de créditos ambientais para a propriedade agrícola. Leia a seguir os tipos de Sistemas Agroflorestais:
Sistemas de agrossilvicultura
Trabalho em que se combina árvores e cultivo agrícola anual.
Sistemas agrossilvipastoris
Trabalho em que se alia cultivo agrícola com pastagem de animais.
- Sistemas silvipastoris
Combinação de árvores e pastagem.

Fonte:http://www.infoescola.com/desenvolvimento-sustentavel/sistema-agroflorestal/

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Desafio da Agricultura Familiar

          

O Desafio da Agricultura Familiar


A chamada agricultura familiar constituída por pequenos e médios produtores representa a imensa maioria de produtores rurais no Brasil. São cerca de 4,5 milhões de estabelecimentos, dos quais 50% no Nordeste. O segmento detêm 20% das terras e responde por 30% da produção global. Em alguns produtos básicos da dieta do brasileiro como o feijão, arroz, milho, hortaliças, mandioca e pequenos animais chega a ser responsável por 60% da produção. Em geral, são agricultores com baixo nível de escolaridade e diversificam os produtos cultivados para diluir custos, aumentar a renda e aproveitar as oportunidades de oferta ambiental e disponibilidade de mão-de-obra.

Este segmento tem um papel crucial na economia das pequenas cidades - 4.928 municípios têm menos de 50 mil habitantes e destes, mais de quatro mil têm menos de 20 mil habitantes. Estes produtores e seus familiares são responsáveis por inúmeros empregos no comércio e nos serviços prestados nas pequenas cidades. A melhoria de renda deste segmento por meio de sua maior inserção no mercado tem impacto importante no interior do país e por consequuência nas grandes metrópoles.

Esta inserção no mercado ou no processo de desenvolvimento depende de tecnologia e condições político-institucionais, representadas por acesso a crédito, informações organizadas, canais de comercialização, transporte, energia, etc. Este último conjunto de fatores normalmente tem sido a principal limitante do desenvolvimento. Embora haja um esforço importante do Governo Federal com programas como o Pronaf, programas estaduais de assistência têcnica e associativismo há um imenso desafio a vencer.

A tecnologia disponível quando bem usada tem se mostrado adequada e viável. Isto acontece porque há um grande esforço da pesquisa voltado para o setor. A tecnologia é neutra e não discrimina classes de produtores quanto à área do estabelecimento. A maioria das tecnologias desenvolvidas visa aumentar a produtividade da terra e algumas, como máquinas e equipamentos adaptados aos pequenos produtores, têm como objetivo eliminar a ociosidade da terra ou aumentar a produtividade do trabalho. O desafio maior da agricultura familiar é adaptar e organizar seu sistema de produção a partir das tecnologias disponíveis.

Analisando as variáveis tecnológicas e político-institucionais há dois fatores fundamentais para o desenvolvimento da agricultura familiar: a) a massificação de informação organizada e adequada usando os modernos meios de comunicação de massa (TV, Rádio e internet) e, b) a melhoria da capacidade organizacional dos produtores com o objetivo de ganhar escala, buscar nichos de mercado, agregar valor à produção e encontrar novas alternativas para o uso da terra como, por exemplo, o turismo rural.

O desafio é maior se for considerada a diversidade de situações. Quando se analisa o cenário em que se insere a agricultura familiar observa-se que os problemas são diferentes para cada região, estado ou município. No Norte há dificuldades de comercialização pela distancia dos mercados consumidores e esgotamento da terra nas áreas de produção. No Nordeste são minif�ndios inviáveis economicamente. No Sudeste é a exigência em qualidade e saudabilidade dos produtos por parte dos consumidores. No Sul é a concorrência externa de produtos do Mercosul.

Olhando o futuro há dois aspectos. Um otimista e um, que não sendo pessimista, à desafiante. � otimista verificar que há vários modelos de sucesso no esforço de desenvolvimento, quando os obstáculos são eliminados. Mais que isto, é verificar que as experiências de sucesso tem pressupostos comuns: organizaçõo de produtores, qualificação de mão-de-obra, crédito, produtos com valor agregado e emprego de tecnologias adequadas desenvolvidas pela pesquisa agropecuária.

Os exemplos são inúmeros. No Norte destacam-se a exploração econômica do palmito de pupunha e de frutas tópicas da região, a utilização de plantas nativas como a pimenta longa para produzir safrol ou a produção de sementes de dendê, livre de doenças, para exportação. No Nordeste, o controle da produção, processamento e comercialização por parte dos pequenos produtores, com a utilização de uma mini-usina de descaroçar e enfardar algodão, aumentou substancialmente a renda das famílias de um município da Paraíba. Pequenas fábricas de processamento da castanha de caju, paralelamente ao treinamento de mão-de-obra, permitiram que os pequenos agricultores comercializassem sua produção no mercado externo. São 120 unidades em cinco estados com capacidade anual de processar 20 mil toneladas de castanha. No setor de agricultura irrigada, o pequeno agricultor tem tido participação ativa na fruticultura que apresenta boa rentabilidade além de sinalizar um processo de desconcentração de renda na economia regional.

No Sudeste e Sul é cada vez mais perceptível a transformação de pequenas comunidades rurais em unidades de processamento de frutas, legumes, lacticínios e agricultura orgânica. Hoje, nas prateleiras dos supermercados podemos encontrar uma diversidade de produtos oriundos dessas comunidades, com marca própria e registro nos órgãos oficiais de defesa sanitária. São várias associações que estão procurando padronizar o sabor de nossa cachaça para atender ao mercado externo que tem se mostrado ávido por esta bebida. No turismo rural, outra alternativa de renda para os pequenos produtores. São trilhas, pousadas, pequenos hotéis que oferecem aos turistas urbanos comidas típicas, a experiência de vida na zona rural, passeios ecológicos, etc.

Em todos esses casos a pesquisa agropecuária esteve presente. Fornecendo novas variedades e cultivares mais produtivos e resistentes às doenças, disponibilizando novos processos de transformação do produto agrícola, contribuindo para qualificação da mão-de-obra para o uso das novas tecnologias e discutindo com os produtores quais as tecnologias, processos e serviços que a pesquisa agropecuária precisa desenvolver para a agricultura familiar.

O aspecto desafiante é fazer tudo isto em uma velocidade compatível com o processo de transformação que ocorre no Brasil e no mundo caracterizado por um mercado globalizado, aberto e competitivo. De nada adianta uma excelente solu��o quando o problema já não existe. A agricultura familiar tem pressa. Atender á demanda dessa importante parcela da população brasileira é um desafio gratificante e fundamental para uma sociedade mais justa e harmoniosa. Por isso ela é uma das nossas preocupações e está expressa como uma das principais diretrizes do Plano Diretor da Embrapa.
                                                                     Alberto Duque Portugal é diretor-presidente da Embrapa

Fonte:http://www.embrapa.br/imprensa/artigos/2002/artigo.2004-12-07.2590963189/


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

COMO MONTAR UMA FLORICULTURA


COMO MONTAR UMA FLORICULTURA

Vender flores é uma atividade que nos remete a idéias de fineza de espírito e delicadeza, por isso é considerada por muitos uma atividade artística, até mesmo "mística", exigindo dedicação e bom gosto para atrair clientes.

O setor é muito atribulado por ter a sua lucratividade apenas em algumas épocas do ano, já que as flores estão ligadas à datas comemorativas e religiosas, tais como : dia das mães, dia dos namorados, Finados...

A maioria das floriculturas fecham antes de completarem 1 ano, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais de SP, porém é um comércio que movimenta mais de R$ 1, bilhão por ano no Brasil.
 

A comercialização cresce cerca de 20% ao ano.


Nossa média nacional é de R$ 7,00 em flores por ano, mas com possibilidades imensas de crescimento.

Um dos grandes problemas enfrentados é como lidar com estoques.

Existem flores que desabrocham e murcham em 24 horas, com perdas de até 30 %. Outras plantas tem durações maiores, mas levam muito tempo entre a colheita e a venda para o floricultor.

Uma dúvida freqüente entre os floricultores é o quanto cobrar? Os maiores especialistas indicam que deve-se multiplicar por 3 o valor gasto num arranjo. Por exemplo, um arranjo que consome em material e flores em torno de R$ 10,00 deve ter um preço final para o consumidor de R$ 30,00. Com isto atenderá uma rentabilidade ideal de 10%, cobrindo todos os custos da floricultura.


MONTAGEM DO NEGÓCIO


Uma das primeiras etapas a serem observadas é a aquisição do ponto. Deve-se estudar o público que frequenta o local . Este estudo deve ser quantitativo (público alvo) e também deve-se saber se o local escolhido para se montar a floricultura é visível. É necessário haver visibilidade para se estabelecer neste ramo.

Algumas pessoas compram por impulso. Datas como aniversários e festas são as que secundariamente movimentam o comércio.

O mais importante é trabalhar as datas comemorativas que representam 90 % das vendas.

Uma floricultura tem uma ampla gama de opções: bodas, aniversários, festas de 15 anos, casamentos, coroa de flores, decoração de mesas.

Outra dica para uma boa sobrevivência é haver uma diversificação, como venda de cartões, quadros, bichos de pelúcia, vasos e até livros sobre plantas.

Alguns floricultores também aproveitam para montar estufas e trabalhar com plantas verdes que duram mais.

A durabilidade das plantas é um enorme desafio. O floricultor que tem um capital disponível para investimento, deve adquirir uma câmara fria, aumentando a durabilidade das flores em até 1 semana, ou adquirir diariamente as plantas e fazer estoques mínimos. Hoje já existem conservantes para flores de corte que aumentam de 50% - 100% a longevidade das mesmas.

Outro recurso interessante é trabalhar com criatividade e habilidade. O produto que encalhar pode ser reaproveitado: pétalas secas servem de enchimento de arranjos, folhagem verde entra em novos buquês.

O floricultor deve ficar atento às novelas, pois estas ditam moda no segmento. Deve-se reforçar o estoque daquela planta que está em evidência nas mesmas.

A comodidade do cliente é um fator importante. Efetuar vendas por telefone, fazer entregas a qualquer hora é um dos serviços que devem ser oferecidos, pois a floricultura serve para qualquer emergência.

Para isso, deve-se ter um capital inicial mínimo para aquisição de carro para entrega, 2 ou 3 linhas de telefones e uma organização quanto a entregas, já que as vendas são imprevisíveis.

O floricultor tem de se especializar, aprender a fazer arranjos, etc...  lembrar que o que vende é o visual.

Procurar novidades para arranjos de flores como: flores em sal grosso, lentilhas, carambolas, etc...

Deve também garimpar novidades em livros especializados, se atualizar sempre que possível.

A aquisição de materiais, tem apresentado uma facilidade cada vez maior, pois existem hoje no mercado grandes centros atacadistas como a Holambra, por exemplo.

Outras opções são as centrais de abastecimentos, produtores e cooperativas produtoras de flores, redes de distribuição em cidades mais distantes.

 
REQUISITOS BÁSICOS PARA UMA MONTAGEM


Planejamento

Estude a localização, a loja, o layout e o perfil do público.

Abertura da Empresa

Os trâmites são os mesmos para outro comércio.

Estrutura

Para se entrar no comércio, deve-se ter uma estrutura mínima de automóvel, telefones, projeto arquitetônico, telemarketing, pois as outras floriculturas já têm uma estrutura montada e você irá competir por um espaço no mercado.

Reciclagem do Encalhe

Reaproveite o que não puder ser vendido.

Datas comemorativas

Inove incentivando os clientes a consumir fora das datas comemorativas, criando hábito de consumir flores e arranjos.
 


São oferecidos, principalmente em Holambra, cursos na "Escola Floral Alfredo Tillí" de arranjos florais.

Telefax (19) 3571-3537/ 3554-1205

www.escoladeartefloral.com.br

Outras opções são cursos oferecidos pelo IBRAP, Instituto Brasileiro de Paisagismo e Escola Paulista de Paisagismo.

Alguns eventos importantes no setor são:

ENFLOR e EXPOFLORA (ambos realizados na cidade de Holambra - SP)


Para quem gosta de ficar por dentro do assunto, existe uma publicação mensal da Revista Natureza, encontrada em bancas de jornal por todo país que destaca assuntos ligados ao setor de floricultura.

Eduardo Gonçalves Pires
Fonte:
http://www.agronomianet.com.br/como_montar_uma_floricultura.htm