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Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Etanol de 2ª geração: Embrapa avalia matérias-primas

Metodologias para quantificação de açúcares provenientes de biomassas como a cana-de-açúcar, sorgo sacarino, capim elefante, taxi branco e eucalipto

Visando à identificação do potencial das matérias-primas para produção de etanol de segunda geração, a Embrapa Agroenergia (Brasília/DF) está realizando testes com diversas metodologias já descritas no Brasil e no exterior. As análises das biomassas, que são oriundas de um projeto da Empresa para identificar matérias-primas adequadas para a produção do biocombustível, são realizadas nos laboratórios da Embrapa Hortaliças e da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, ambas no Distrito Federal.
“Estamos implementando algumas metodologias para quantificação de açúcares provenientes de biomassas como o cana-de-açúcar, sorgo sacarino, capim elefante, taxi branco e eucalipto, que são de interesse para a produção de etanol”, diz a pesquisadora da Embrapa Agroenergia, Dasciana Rodrigues.
“O desdobramento da celulose em glicose é fundamental para que os microrganismos consigam consumir o açúcar e assim produzir o etanol. A quebra das cadeias celulósicas é feita pela ação de enzimas, ou por combinação entre métodos físicos, químicos e enzimáticos”, explica uma das responsáveis por este trabalho, Cristina Machado, pesquisadora da Embrapa Agroenergia. A produção de etanol de segunda geração é de grande importância para o Brasil, pois além de ampliar a oferta do combustível, possibilita produzí-lo durante todo o ano e também em regiões onde não se planta cana-de-açúcar, ressalta Machado. “Já temos um raio X das matérias-primas. Entre as analisadas as florestais são as que têm maior percentual de celulose, embora o alto teor de lignina atrapalhe a hidrolise e comprometa o processo de produção do etanol de segunda geração. Com estas informações, podemos desenhar os próximos passos, até a produção final do biocombustível”, destaca Dasciana Rodrigues.  
Até o momento foram utilizadas as metodologias descritas pela Universidade de São Paulo - USP e pelo Laboratório Nacional de Energias Renováveis – NREL dos Estados Unidos, as quais envolvem a hidrólise ácida da biomassa seguida da análise cromatográfica dos monômeros formados como a glicose, xilose, arabinose, manose, celobiose, entre outras.
Essas metodologias serão testadas também para a quantificação de açúcares em hortaliças como cenoura, cebola e batata, destaca a pesquisadora da Embrapa Hortaliças, Patrícia Carvalho. “Caso seja necessário, serão realizados pequenos ajustes do método para estas matrizes”, explica Carvalho. De acordo com ela, um dos objetivos do trabalho é substituir a metodologia utilizada atualmente que, apesar de requerer um curto tempo de análise, envolve o uso de reagentes tóxicos como o fenol, por exemplo, e gera grande quantidade de resíduos. Este estudo será realizado pela Embrapa Hortaliças com a colaboração da equipe da Embrapa Agroenergia. (Daniela Garcia Collares)


Fonte:http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=24750&secao=Agrotemas&c2=Agroenergia

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Investir em atividades sustentáveis pode ajudar a combater pobreza, defende ONU

O investimento de 2% da atual riqueza mundial em setores que estimulem o desenvolvimento sustentável pode levar a economia global a crescer acima do limite máximo imposto pelo atual modelo econômico, ajudando no combate à pobreza e ao desperdício. A conclusão consta de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente(Pnuma), que contesta o argumento de que investimentos ambientais retardariam ou impediriam o crescimento econômico. 

O relatório Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, divulgado recentemente, aponta a agricultura, o setor de construção, de abastecimento de energia, a pesca, silvicultura, indústria, o turismo, os transportes, o manejo de resíduos e o abastecimento de água como áreas fundamentais para tornar a economia global mais sustentável. 

Segundo o documento, o redirecionamento por meio de políticas nacionais e internacionais de cerca de US$ 1,3 trilhão anuais para iniciativas sustentáveis beneficiaria não apenas os países desenvolvidos, mas principalmente os em desenvolvimento. Nessas localidades, em alguns casos, cerca de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) estão ligados à natureza ou a recursos naturais como a água potável. 

O estudo indica também ações positivas. Um exemplo é o Brasil, onde a reciclagem já gera retornos de U$S 2 bilhões anuais ao mesmo tempo em que evita a emissão de 10 milhões de toneladas de gases de efeito estufa.
 

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Consumo mundial de leite deve crescer 30% até 2020



A quarta edição do Tetra Pak Dairy Index – estudo global que acompanha tendências na indústria de laticínios – prevê um aumento de cerca de 30% no consumo global de leite e produtos lácteos líquidos. Segundo a pesquisa, a demanda global por leite branco, leite aromatizado, iogurte para beber, leite condensado, leites acidificados e leite infantil deverá crescer para cerca de 350 bilhões de litros em 2020.
Esta alta do consumo será impulsionada pelo crescimento econômico, a urbanização e o maior poder de compra da classe média, especialmente dos países asiáticos. De acordo com Dennis Jönsson, Presidente e CEO da Tetra Pak, as recentes mudanças demográficas trazem novos hábitos e os consumidores se mostram cada vez mais atarefados, bem informados e preocupados com a saúde. “Nesta última década há uma procura por conveniência, qualidade e segurança. Esses fatores estimulam o consumo de leite industrializado nos países em desenvolvimento”, afirma Dennis Jönsson.
A demanda aumentará em todos os continentes no período de 2010 a 2020, com exceção da Europa Ocidental, pois a região já apresenta o maior índice do mundo de consumo per capita de leite. O contínuo crescimento populacional na Índia, maior consumidor mundial de leite, e a crescente popularidade dos produtos lácteos líquidos na China garantem que, até o final da década, os dois países representem mais de um terço do consumo mundial. A região Ásia-Pacífico continuará a consumir mais do que o resto do mundo.
Luciana Franco

domingo, 10 de julho de 2011

Bebida à base de farinha de uva pode prevenir doenças

Bebida conseguiu melhorar capacidade
 anti-oxidante do corpo.
Bebida desenvolvida a partir da farinha do bagaço da uva tem potencial para prevenir ou reduzir,em mulheres saudáveis, o estresse oxidativo e suas consequências: envelhecimento precoce, doenças cardiovasculares e alguns tipos de cânceres. Isto ocorre devido à existência de ácidos fenólicos na bebida, substâncias antioxidantes que protegem o organismo contra a ação de radicais livres que provocam estes tipos de doenças.
O objetivo da pesquisa realizada por Marcela Piedade Monteiro, sob a orientação da professora Elizabeth Torres, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, em São Paulo, foi desenvolver um produto a partir de um subproduto do suco de uva e avaliar se o mesmo traria algum benefício a mulheres saudáveis.
Para a obtenção da bebida, a pesquisadora utilizou uma farinha de bagaço de uva , produto desenvolvido e patenteado pela doutora Emília Ishimoto e pela professora Elizabeth Torres em 2008. A farinha é produzida com o bagaço, que é formado por cascas e sementes, obtido das uvas prensadas após a separação do líquido (suco concentrado) a ser engarrafado.
A produção da bebida ocorre a partir do acréscimo de água a aproximadamente 4,8% da farinha e da homogeneização feita por técnica industrial. Segundo a pesquisadora, essa bebida “ possui aparência semelhante ao suco de açaí.”
Aceitabilidade e Análises – O próximo passo da pesquisa foi identificar a aceitabilidade da bebida. Pra isso, foi feita análise sensorial com o uso de uma escala hedônica estruturada de 9 pontos em que havia a observação de parâmetros como odor, aroma, sabor e gosto. Para cada critério, a pontuação varia de 1 (desgostei muitíssimo) a 9 (gostei muitíssimo), sendo a média 6 (gostei ligeiramente). A bebida obteve nota igual a 6 em todos os quesitos, o que a definiu como aceitável. Por isso, a etapa seguinte passou a ser realizada.
Por meio de análises físico-químicas foram testados pH, cor, grau Bricks (quantidade de açúcar presente na bebida) e a capacidade antioxidante, que significa proteger contra o ataque de radicais livres. Assim, foram quantificados os compostos fenólicos, que possuem propriedades antioxidantes.
A segunda etapa da pesquisa foi experimentá-la em uma intervenção que envolveu 15 mulheres jovens e saudáveis. Esta fase foi dividida em quatro etapas. Inicialmente, foi feita a coleta de sangue como amostra controle para verificar as modificações ao longo das demais fases, a seguir as mulheres foram divididas em dois grupos. A primeira metade ingeriu por 15 dias a bebida de farinha. Posteriormente, não beberam nada que contivesse uva por 15 dias. Nos últimos 15 dias, ingeriram um suco comercial em pó de uva de baixa caloria, equivalente à bebida em estudo. Já o segundo grupo intercalou o suco em pó, nada e a bebida. A cada etapa o sangue era novamente coletado. Foi recomendado a todas as mulheres que não modificassem a dieta, apenas que não se bebesse mais nada que pudesse conter uva e interferir na análise.
Nenhuma modificação significativa pôde ser percebida após a ingestão do suco em pó em relação à amostra controle de sangue. Já quanto à bebida, a melhora foi significativa no que se relaciona à capacidade antioxidante. “O que é muito bom, explica a pesquisadora, porque indica que pode contribuir na prevenção ou redução de doenças relacionadas ao estresse oxidativo, tais como envelhecimento precoce e doenças cardiovasculares.”
Por Sandra O. Monteiro – sandra.monteiro@usp.br – Agência USP de Notícias.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

FAO explica em livro como produzir alimentos de forma sustentável

Aumentar a produção de alimentos para uma população crescente de forma sustentável para o meio ambiente é o objetivo de um novo projeto da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), reunido no livro Save and Grow (Economizar para crescer, em livre tradução), apresentado nesta segunda-feira (13/06). 
Em comunicado, a FAO explica que a nova iniciativa pretende seguir no mesmo caminho da obra publicada na década de 1960 chamada
 Green Revolution que, segundo a nota, "salvou 1 bilhão de pessoas da fome e produziu alimentos mais do que suficientes para uma população mundial que quase duplicou, passando de 3 bilhões para 6 bilhões entre 1960 e 2000". As medidas propostas no livro são dirigidas aos pequenos agricultores que vivem em países em desenvolvimento. 
"Ajudar às famílias camponesas de baixa renda no mundo em desenvolvimento a reduzir os custos de produção e criar sistemas agroecológicos saudáveis, permitirá maximizar os rendimentos e dedicar suas economias a saúde e educação", afirma a FAO, que insiste que "para poder crescer, a agricultura tem de aprender a economizar".
 
Conservação
Entre outras medidas, a FAO aposta nas técnicas da agricultura de conservação, que "minimizam o arado e a lavoura, preservando deste modo a estrutura e a boa saúde do solo". Conforme a agência das Nações Unidas, o risco de precisão permite "aumentar a produção para cada gota de água, além de colocar de forma precisa os adubos, que pode duplicar a quantidade de nutrientes absorvidos pelas plantas". 
A FAO lembra que outro elemento que ajudaria a melhorar o aspecto sustentável da produção agrícola seria o
 manejo integrado de pragas, com técnicas que evitem o desenvolvimento das mesmas que minimizam a necessidade de pesticidas. 
Estes métodos permitem que os cultivos se adaptem à
 mudança climática e possam não somente produzir mais alimentos, mas também reduzir a necessidade de água dos cultivos em 30% e os custos da energia em até 60%, detalha a FAO. 
Em alguns casos, acrescenta, é possível aumentar os rendimentos em até seis vezes, como demonstram os testes com
 milho realizados recentemente na África Meridional. 
A FAO conclui que para enfrentar o desafio do crescimento da população de forma sustentável é preciso fazer "uma mudança a partir de um modelo homogêneo para
 sistemas agrícolas que façam uso intensivo do conhecimento e se adaptam aos locais específicos". 

domingo, 3 de julho de 2011

Frutas secas têm mesmo nível nutricional das frescas


Pesquisadores de renome internacional da área de saúde apresentaram suas opiniões no recente 30º Congresso Mundial de Nozes e Frutas Secas, recomendando que os criadores de políticas de alimentos considerem as frutas secas equivalentes às frutas frescas em recomendações nutricionais em todo o mundo.
As apresentações reconhecem que as frutas secas tradicionais sem adição de açúcar, tais como passas, ameixas, figos, tâmaras, damascos e maçãs devem ser incluídas na mesma proporção que as recomendações de frutas frescas pelos criadores de políticas de todo o mundo.
As pesquisas apresentadas no Congresso, deram apoio à declaração do documento de que as frutas secas tradicionais devem ser incluídas junto com as frutas frescas nas recomendações nutricionais para consumo de frutas e vegetais em todo o mundo.
“As frutas secas são grandes fontes de fibras totais e solúveis na dieta”, disse Gallaher. “Da mesma forma que as frutas frescas, ela possuem baixos valores de índice glicêmico e podem desempenhar um importante papel na prevenção de diferentes aspectos das doenças metabólicas”.
Além de fornecerem fibras, as frutas secas se classificam entre as mais altas fontes de potássio nas dietas de todo o mundo, de acordo com Arianna Carughi, Ph.D., C.N.S., Coordenadora de Pesquisas de Saúde e Nutrição para Coalizão de Frutas Secas da Califórnia. As frutas secas também contêm uma série de compostos fenólicos bioativos cada vez mais importantes, bem como vitaminas e minerais específicos e exclusivos de cada fruta.
“Não há praticamente nenhuma dúvida de que os polifenóis vegetais protegem contra as doenças cardíacas. Os efeitos na saúde são complexos, e parecem agir de várias maneiras diferentes, não somente como antioxidantes”, disse Williamson. “Algumas frutas, incluindo frutas secas, contêm altos níveis de uma variedade de polifenóis, e estamos apenas começando a entender seus efeitos de proteção da saúde”.
Considerando suas importantes qualidades nutricionais e devido ao fato de que elas são naturalmente resistentes à deterioração, fáceis de armazenar e transportar, disponíveis o ano inteiro, podem ser prontamente incorporadas em outros alimentos e de custo relativamente baixo, as frutas secas representam uma maneira importante de aumentar o consumo geral de frutas.
Luciana Franco
(foto: shutterstock)
Fonte:http://colunas.globorural.globo.com/planetaagro/

sexta-feira, 1 de julho de 2011

MDA ressalta que Plano Safra da Agricultura Familiar aposta na sustentabilidade ambiental

Governo aumenta linhas de crédito do Pronaf visando minimizar impacto da atividade rural ao meio ambiente

 Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012 será lançado nesta sexta, dia 1º, a partir das 14h, pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, direto de Francisco Beltrão, no Paraná. O diretor de Geração de Renda e Agregação de Valor do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Arnoldo Campos, ressalta que o Plano aposta na sustentabilidade ambiental, aumentando as linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) nessa área.
– Nós demos uma calibrada em todas as modalidades de apoio nessa área. O Pronaf AgroEcologia passa de R$ 50 mil para R$ 130 mil a capacidade de investimento. Ele pagava em até oito anos, agora os agricultores vão poder pagar em até 10 anos, com até três anos de carência. Outros exemplos são o Pronaf Eco, Pronaf Semiárido, Pronaf Floresta. Todas essas modalidades dialogam com a questão da sustentabilidade – afirma Campos.
O Pronaf Semiárido deve aumentar o limite de financiamento de R$ 10 mil para até R$ 12 mil. O Pronaf Eco aumenta o limite de financiamento de R$ 6,5 mil para até R$ 8 mil por hectare, limitado a R$ 80 mil por beneficiário em uma ou mais operações. Também está previsto aumento de R$ 500 para até R$ 600 por hectare da parcela de pagamento da mão de obra entre o segundo e o quarto ano de implantação do projeto. No Pronaf Floresta, o limite de financiamento de até R$ 20 mil passa a vigorar em todas as regiões do país.Segundo Campos, o governo quer dar mais segurança para quem produz alimentos. O Seguro da Agricultura Familiar (Seaf) passa a cobrir até R$ 4 mil da renda mais 100% do valor financiado pelo Pronaf Custeio.


sábado, 25 de junho de 2011

Câmara altera regras para fixação de preços de produtos agropecuários


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 6868/02, do Poder Executivo, que estabelece novas regras para afixação de preços mínimos dos produtos agropecuários. Pela proposta, o Conselho Monetário Nacional (CMN) terá competência para fixar os preços mínimos desses produtos.
A matéria já foi aprovada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Finanças e Tributação e segue para análise do Senado, caso não haja recurso para apreciação pelo Plenário da Câmara.
O objetivo da proposição, apresentada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é alterar o Decreto-lei 79/66 para retirar a determinação de que a fixação dos preços básicos seja efetuada mediante decreto do Poder Executivo. Depois da apresentação do projeto, porém, o decreto já foi alterado por meio da Lei 11.775/08. 
Hoje o decreto, alterado por essa lei, prevê que a definição de preços, feita pelo Conselho Monetário a partir de proposta do Ministério da Agricultura, leve em conta os diversos fatores que influenciam as cotações dos mercados, interno e externo, e os custos de produção. 
Os preços definidos pelo CMN devem ser publicados em portaria do Ministério da Agricultura, com antecedência mínima de 60 dias do início das épocas de plantio e de 30 dias do início da produção pecuária ou extrativa mais abundante nas diversas regiões. As portarias também podem prever que, para determinados produtos, os preços mínimos perdurarão por mais de um ano ou safra, quando isso interessar à estabilidade da agricultura e à normalidade de abastecimento. 
Custos de escoamento
Já o projeto aprovado prevê que, ao fixar os preços mínimos, o CMN leve em conta os diversos fatores que influenciam na formação dos preços nos mercados interno e externo; e os custos de escoamento até os centros de consumo doméstico ou os portos de embarque para o exterior. 
A publicação dos preços deverá anteceder, no mínimo, em 60 dias o início do período normal de plantio ou da produção pecuária ou extrativa, de acordo com o calendário agrícola das regiões produtoras mais importantes. A proposta mantém a possibilidade de o CMN estabelecer, para produtos específicos, preços mínimos que perdurem por mais de um ano ou safra, quando isso interessar às políticas agrícola e de abastecimento.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Embrapa e Basf desenvolvem novos produtos biológicos

Os projetos envolvem uma bactéria destinada ao manejo do fungo causador da ferrugem da soja e outra bactéria que ajuda a cana a fixar o nitrogênio no solo

                                              Divulgação

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a companhia química alemã Basf anunciaram na última sexta-feira (17/06), em São Paulo, uma parceria para desenvolver novos produtos biológicos para as culturas de cana-de-açúcar e soja. 
         Um deles envolve uma bactéria destinada ao manejo do fungo causador da ferrugem da soja, uma das piores doenças a atingir a cultura no país. O segundo abrange outra bactéria que ajuda a cana a fixar o nitrogênio no solo, o que reduziria a aplicação de fertilizantes nitrogenados nas lavouras. De acordo com Eduardo Leduc, vice-presidente sênior da Unidade de Proteção de Cultivos para a América Latina da Basf, a importância de ambas as culturas para a pauta das exportações agrícolas brasileiras determinou a escolha dos dois projetos iniciais da parceria, que terá duração de cinco anos, mas que poderá ser renovada depois desse período. A parceria, contudo, é mais ampla e envolve pesquisa e desenvolvimento nas áreas de biotecnologiamelhoramento genéticofertilidademecanização de solosproteção de plantas e fisiologia vegetal.
De acordo com Filipe Geraldo Teixeira, chefe da Assessoria de Inovação Tecnológica da Embrapa, será criado um comitê gestor para levantar as demandas de pesquisa e desenvolvimento nas quais ambas as empresas vão trabalhar. Leduc, da Basf, não revelou quanto a companhia vai aplicar na iniciativa. "Os investimentos estão sendo levantados e serão feitos conforme os projetos se desenvolverem", disse. 

Tecnologias
No caso da pesquisa que ajudará a cana a fixar nitrogênio no solo, a pesquisadora responsável pelo projeto, Verônica Reis, da Embrapa Agrobiologia, revelou que o produto deverá estar disponível no prazo de 18 meses a dois anos. Quanto ao porcentual de fixação, ela explicou que o potencial depende da variedade da cana e da região de plantio. 
Com relação ao controle biológico da ferrugem da soja, Teixeira, da Embrapa, explicou que existem duas moléculas que atualmente são base dos fungicidas usados no controle da doença, mas uma delas está perdendo a eficiência. "A ideia é que tenhamos uma terceira classe de produto que ajude a combater a ferrugem", afirmou o pesquisador. Embora existam pesquisas sobre semente de soja resistente à ferrugem, inclusive na Embrapa, ele disse que a estratégia mais rápida no momento é o controle biológico. Ambas as empresas desenvolvem produtos em conjunto desde 1996, quando iniciaram as pesquisas do sistema de produção Cultivance, que envolve uma semente de soja transgênica tolerante a herbicidas que não sejam o Roundup Ready (RR). O sistema estará disponível no mercado brasileiro na safra 2012/2013. Neste projeto, a Basf investiu US$ 20 milhões, segundo Leduc. Embrapa e Basf esperam que a semente torne-se uma alternativa para rotação entre sementes de soja, já que 80% das variedades cultivadas pelos brasileiros são tolerantes ao herbicida RR. De acordo com dados apresentados pela Basf, a companhia investiu 393 milhões de euros em pesquisa e desenvolvimento voltada para o setor agrícola em 2010, o que representou 26% do total do grupo. Outros 10% foram investimento em biotecnologia. 

Royalties
A Embrapa arrecada 80% dos royalties recebidos dentro de um universo de 156 instituições de pesquisa brasileiras, de acordo com o Ministério de Ciência e Tecnologia. Os royalties são divididos entre a Embrapa e as empresas parceiras. 

terça-feira, 7 de junho de 2011

SEMANA DO MEIO AMBIENTE

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho. A data foi recomendada pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada em 1972, em Estocolmo, na Suécia. Por meio do decreto 86.028, de 27 de maio de 1981, o governo brasileiro também decretou que neste período em todo território nacional se promovesse a Semana Nacional do Meio Ambiente.
Atualmente, a causa ambiental está sendo o centro de muitas discussões entre órgãos públicos, iniciativa privada, organizações não governamentais e comunidades locais. Tomar atitudes individuais em prol da preservação do meio ambiente é um grande passo nessa grande luta que se estende por todo o mundo, ajudando a desenvolver a economia e a qualidade de vida das pessoas.
A responsabilidade social tem impulsionado a cada ano a participação das Instituições, principalmente as educacionais que buscam difundir o conhecimento a cerca do Meio Ambiente em busca do tão sonhado desenvolvimento sustentável.
Este Ano o tema do Dia Mundial é: “Seu planeta precisa de você: Unidos contra as mudanças climáticas”. Ele mostra que nações atuem de maneira harmônica para fazer frente às mudanças climáticas, para manejar adequadamente suas florestas e outros recursos naturais e para erradicar a pobreza.
Este ano o México será a sede mundial das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, o que reflete o engajamento dos países da América Latina e Caribe na luta contra as mudanças climáticas e na transição para uma sociedade de baixo carbono.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Produção de orgânicos deve crescer 40% em 2011

 Apesar de a participação ainda ser pequena no mercado agropecuário brasileiro, a produção de orgânicos vem se multiplicando nos últimos anos. O faturamento dos produtores em 2010 foi de cerca de R$ 500 milhões, segundo estimativa da Associação Brasileira de Orgânicos (Brasilbio), que reúne os produtores, processadores e certificadores. O valor corresponde a apenas 0,2% dos R$ 255,3 bilhões registrados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), como referentes ao valor bruto de toda a produção do setor agropecuário no ano passado. Em todo o mundo, segundo a Brasilbio, a estimativa é que os orgânicos movimentem cerca de US$ 60 bilhões por ano, o que equivale a R$ 95,4 bilhões.
  Mas o mercado dos alimentos orgânicos cresce a saltos mais largos que o mercado tradicional. No ano passado a estimativa é que tenha aumentado em 40% em relação a 2009. Neste ano o crescimento deve ser semelhante, segundo a Brasilbio, o que deve elevar o faturamento do setor para R$ 700 milhões em 2011. Já a evolução do setor agropecuário tradicional está estimada para 7,4% neste ano, segundo a CNA. “A demanda em todo o mundo por orgânicos cresce acima de 30% ao ano e no Brasil estamos crescendo até 40% nos últimos anos. O consumidor está demandando mais e o produtor está acompanhando. Ainda é um volume muito baixo, mas a tendência é crescer muito”, afirma o presidente da Brasilbio, José Alexandre Ribeiro.
  Com o objetivo de gerar visibilidade e disseminar os benefícios dos alimentos produzidos sem agrotóxicos, o Ministério da Agricultura, em parceria com o Sebrae e diversas outras instituições, está promovendo até o próximo dia 5 de junho a 7ª Semana dos Alimentos Orgânicos. O tema da edição deste ano é “Produtos Orgânicos – ficou mais fácil identificar”, com foco na divulgação do selo Produto Orgânico Brasil, que ajuda os consumidores a identificar esses produtos, e da Declaração de Cadastro do Agricultor Familiar, ambos instituídos pelo ministério.
  Em 2011 o mercado deve ganhar um impulso em função de ter entrado em vigor a lei que regulamenta a produção de orgânicos no Brasil, segundo Ribeiro. A Lei 10.831/03, que busca garantir a qualidade dos alimentos orgânicos produzidos no Brasil, entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano. Decretos presidenciais editados posteriormente à sua aprovação previam que os produtores de orgânicos teriam até 31 de dezembro do ano passado para se adequar às exigências da lei. “A regulamentação ajudou a alavancar o mercado. Tanto os produtores quanto o próprio governo estão divulgando a cultura e as pessoas estão mais conscientes do que é um produto saudável”, afirma Ribeiro.
  A agricultura orgânica busca criar ecossistemas mais equilibrados, preservar a biodiversidade, os ciclos e as atividades biológicas do solo. Os produtos orgânicos são cultivados sem o uso de agrotóxicos, adubos químicos e outras substâncias tóxicas e sintéticas. A ideia é evitar a contaminação dos alimentos ou do meio ambiente.
Texto de Mariana Flores, Agência Sebrae de Notícias

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Rotação de culturas no sistema plantio direto

  Entende-se como Rotação de Culturas a alternância regular e ordenada no cultivo de diferentes espécies vegetais em seqüência temporal numa determinada área. Com o avanço do Sistema Plantio Direto (SPD) com qualidade, torna-se obrigatória a adoção da estratégia em que a rotação se constitui em elemento imprescindível para a sustentabilidade do Sistema.
  O SPD com qualidade exige planejamento da sequência de culturas no tempo e espaço e, desse modo, as bases para transformação dos sistemas de produção incluem a viabilização de modelos que se adaptem às diferentes regiões agrícolas.
  A sequência de diferentes culturas assegura um balanço positivo da matéria orgânica do solo, melhor controle de plantas daninhas, menor ocorrência de pragas e doenças e nestas condições, as culturas têm maior disponibilidade de nutrientes, significando potencialização da produtividade e estabilidade da produção.
  Um importante componente a ser considerado como limitante ao uso da rotação de culturas diz respeito ao pragmatismo do produtor rural, que é o de avaliar somente os resultados de uma safra isolada, perdendo assim a oportunidade de entendimento do sistema como um todo, além da não observação detalhada dos efeitos favoráveis da rotação de culturas no solo e, principalmente, ao longo do tempo, na racionalização do uso dos insumos e consequentemente na diminuição dos custos de produção.
  Na escolha das espécies do sistema de rotação de culturas é importante considerar as vantagens que as mesmas podem promover para o aumento do carbono orgânico no solo, diminuição de perdas de água do sistema, armazenamento de água, supressão de invasoras, descompactação, agregação do solo, suprimento de nitrogênio e reciclagem de nutrientes, diminuição de pragas e doenças entre outros.
  Para elaboração do plano de rotação de culturas é necessário o conhecimento detalhado do histórico da área, dos aspectos físicos, químicos e biológicos do solo e do rendimento das culturas.
  As espécies a serem incluídas na rotação deverão ser criteriosamente selecionadas de acordo com as condições ambientais, necessidades e aspectos específicos do solo, dos cultivos posteriores e também do interesse do produtor quanto à diversificação do sistema.

Engenheiro Agrônomo Eduardo Copetti
Fonte:http://www.diariodamanha.com/noticias.asp?a=view&id=2990

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Consumo de vegetais reduz o risco de câncer gástrico

   O consumo de níveis elevados de vegetais allium (cebola, alho, cebolinha, alho-poró, etc ) reduz o risco para o risco de câncer gástrico, aponta um estudo que será publicado em breve no periódico Gastroenterology. Zhou et al. (no prelo) avaliaram o efeito quimiopreventivo dos vegetais supracitados.
   Os cientistas realizaram um estudo do tipo meta-análise, na busca por pesquisas de coorte e de caso-controle para analisar a possível associação entre o consumo desses produtos e o risco para câncer gástrico. Os autores incluíram em sua revisão estudos realizados desde 1 de janeiro de 1966 até 01 de setembro de 2010. Foram analisados um total 19 estudos de caso-controle e dois estudos de coorte, que contou com 543.220 pessoas.
   Na uma análise conjunta de todos os estudos, o consumo de grandes quantidades de vegetais da família Allium, em comparação entre o consumo dos grupos de maior e menor ingestão, reduziu o risco de câncer. Esta meta-análise, embora forneça fortes evidências de que o aumento do consumo de vegetais Allium está associado com risco reduzido de câncer gástrico, devido à confusão potencial e erro de classificação do consumo, estes resultados devem ser considerados com cautela.
Referência
Yong Zhou, W. Z. et al.. Consumption of Large Amounts of Allium Vegetables Reduces Risk for Gastric Cancer in a Meta-Analysis. 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Feijão-de-corda pode ser alternativa para tratamento do câncer de mama

Molécula encontrada no grão mata células cancerígenas sem agredir células sadias

 Pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília descobriram no popular feijão-de-corda uma nova alternativa para o tratamento do câncer de mama. Estudo conduzido pela pesquisadora Sônia de Freitas em parceria com o professor Ricardo de Azevedo, do Departamento de Morfologia, mostra que uma molécula encontrada naquele grão, chamada BTCI, mata células cancerígenas sem agredir células sadias. A observação foi feita na dissertação da aluna Graziella Joanitti que realizou testes in vitro, com a presença de BTCI em uma baixa concentração (400 micromolar).
  Resultado de oito anos de estudos com a BTCI (black eyed-pea Trypsin Chymotripsin inhibitor), no futuro, a descoberta pode garantir um tratamento com menos efeitos colaterais que os adotados atualmente, como a radioterapia e a quimioterapia, tratamentos que não são tão seletivos e podem causar a morte de células sadias.
– Por ser um produto natural ele pode ser uma alternativa com menos efeitos colaterais – afirma Sônia.
  A doença acomete 49 mulheres em cada 100 mil no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer.
  A BTCI é de uma classe de substâncias importantes em diversos eventos celulares, como resposta na infecção por bactérias e fungos e na coagulação. Sônia explica que o câncer regride porque a BTCI causa a fragmentação do DNA das células doentes, altera a integridade da membrana e do núcleo e cria estruturas que digerem o conteúdo das células, como os lissosomos e os autofagosomos.
  Os estudos mostram ainda outras propriedades importantes da molécula. Ela inibe a atividade de três enzimas, tripsina, caspase e a quimotripsina-like do proteassoma, um complexo de proteína que está relacionado à regulação do ciclo celular, tema de dissertação da aluna Larissa Souza.
– O proteassoma é peça fundamental na divisão de células cancerígenas – esclarece Sônia.
  A pesquisadora estima que serão necessários pelo menos quatro anos para realizar estudos clínicos. Como se trata de uma molécula de alta estabilidade, a BTCI pode ser facilmente administrada, inclusive por via oral. Uma coletânea dos estudos sobre a BTCI, que contou com apoio de diversos pesquisadores, foi apresentada no 1º seminário de medicina translacional, realizado na UnB no começo deste mês.
História
  Um dos principais pontos para o sucesso da pesquisa foi o profundo conhecimento adquirido em 40 anos de pesquisa do professor emérito da UnB, Manuel Mateus Ventura. Vindo de Fortaleza, capital do Ceará, ele trouxe o conhecimento sobre o feijão-de-corda e criou a pós-graduação de Biologia Celular da UnB, onde estudou a BTCI junto com Sônia, que hoje coordena o laboratório.
 De acordo com a pesquisadora, este conhecimento proporcionou um estudo aprofundado.
– É uma pesquisa vertical. Iniciou-se com a purificação e a caracterização da molécula e hoje já estamos com a estrutura atômica, obtida a partir de dados do cristal da proteína coletados no Laboratório Nacional de Luz Sincroton, em Campinas – diz Sônia.
  Ela explica que, ao conhecer a estrutura da molécula, pode-se predizer mecanismos celulares e consequentemente a função biológica destes.
  Alunos de doutorado e mestrado continuarão o estudo. Um deles, em colaboração com Ricardo Bentes e a aluna Graziella Joanitti, investiga a ação da molécula encapsulada em camundongos com câncer. Outro, em colaboração com Luciano Paulino, Marcelo Bemquerer e Manasses Fonteles, estuda a ação do BTCI em relação à hipertensão.